Quem vencerá as eleições para o Governo do Paraná?

            É claro que não estamos aqui realizando um trabalho de adivinhação ou de simples previsão astrológica. João Bidu, um famoso astrólogo brasileiro, diria que pensamos em tomar seu espaço nos programas de televisão e na fama dos desesperados pelos signos. Da mesma forma, não afastamos aqui a simples tese do professor Ricardo Costa de Oliveira (2012), de que a família ainda importa para compreensão da realidade política e social no Brasil do Século XXI. Prova disso é que de 2002 para cá apenas 3 famílias disputaram o Governo do Paraná efetivamente: Dias, Requião e Richa.

            Os estudos sobre as relações de parentesco e poder e da sociologia política do nepotismo nos dão este panorama (OLIVEIRA 2001, 2012, 2015; MONTEIRO, 2016). Mas, e se fizermos um breve exercício de disposição de dados, típico da ciência política e do jornalismo político de dados? Pensando nisto, fui buscar informações e literatura acerca do assunto. Há meses procuro uma correlação para tentar traçar um perfil do voto do paranaense de 2006. Foi aí que revisitei o livro “O voto do brasileiro”, de Alberto Carlos Almeida. Nele, o autor mapeia as eleições presidenciais e pretende traçar uma “razão do voto” na dupla que polariza as eleições nacionais de 1994 em diante: PSDB e PT.

            O que chamou atenção neste trabalho é a seguinte hipótese: quanto maior o IDH de um município, maior a tendência de votar em um candidato tucano; quanto menor o IDH, maior a tendência de votar em um candidato petista. Quem, no Estado do Paraná, eleição a eleição, faria este par de opostos? Quem se enquadraria como PSDB (menos pobres, centro-direita, menor intervenção do Estado na economia, mais eficiência econômica) e como PT (mais pobres, centro-esquerda, maior intervenção do Estado na economia, mais igualdade de renda), conforme dito por Almeida? (2018, p. 35).

            Indagando isto é que produzi os mapas eleitorais abaixo. São de simples leitura: quanto maior a intensidade da cor e tamanho do ícone, mais votos; quanto menor a intensidade da cor e tamanho do ícone, menos votos. Assim, temos os seguintes resultados preliminares, com alguns apontamentos. Lembrando que este é um simples exercício científico, sem grandes preocupações com resultados. O fiz apenas para deleite pessoal e para conduzir algumas conversas para as eleições para o Governo do Paraná em 2018. Vamos aos mapas:

OSMAR DIAS: Ampliou a intensidade dos votos de 2006 para 2010, quando foi derrotado por Beto Richa. O padrão se repetiu praticamente nas menores cidades e, apesar de uma eleição parelha como a de 2006, os votos foram divididos quase que ao meio. Nota-se, inclusive, um “ganho de terreno” de Osmar de uma eleição para a outra.

REQUIÃO: Em virtude da vitória de Beto Richa em 2014 no primeiro turno, obviamente houve uma queda de Requião e, da mesma forma de Osmar Dias, há uma linearidade nos votos do atual Senador, com base eleitoral forte no sudoeste do Estado, extremo noroeste e norte-pioneiro (sobretudo em 2006, quando venceu Osmar).

BETO RICHA: Derrotando Osmar (2010) e Requião (2014), Beto confirma a tendência de votos: maioria nas cidades com grande concentração eleitoral, como Curitiba (foi Prefeito por duas oportunidades) e o eixo Maringá-Londrina (a família Richa fez base eleitoral na cidade).

           E quando compararmos este perfil eleitoral geográfico dos candidatos ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos municípios e a concentração de votos? Vejamos:

           Podemos observar que os candidatos que representariam o PSDB nas eleições nacionais, segundo Almeida, seriam Osmar Dias (2006), Beto Richa (2010 e 2014), vez que o sucesso eleitoral destes se deu, em sua grande parte, nos municípios com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e, no caso especial de Richa, a confirmação da hipótese de que concentra sua votação em grandes colégios eleitorais, com menor penetração em pequenos municípios – o que demonstrou o esforço dos últimos anos em conquistar Prefeitos de pequenas localidades para seu grupo político.

           Igualmente, o candidato que mais se aproximou do perfil atribuído ao PT nacional foi Roberto Requião (2006 e 2014). Nas eleições de 2010 este perfil se aproximou de Osmar Dias, então candidato oposicionista de Richa, o que inclusive explica seu crescimento no centro do Estado, o qual tinha um “vazio” de poucos votos em 2006 – uma área com baixo IDH, conforme o mapa pintado de roxo.

           Óbvio que não chegamos aos grandes resultados nestes breve levantamento, mas que tem sua utilidade para testar a hipótese proposta por Almeida (2018), confirmando uma espécie de comportamento eleitoral nacional padrão: o que há nas disputas de segundo turno no Brasil se reproduz no Paraná, afastando, em alguns casos, a fama de que o Paraná é um estado tradicional, de direita – algo não confirmado em municípios com menor IDH.

           E as eleições de 2018, é possível apontar o futuro Governador do Paraná? Mais uma vez este perfil de comportamento eleitoral será colocado sob teste dos eleitores. No entanto, o clima de rejeição da classe política e as recentes pesquisas eleitorais mostram uma insatisfação maior do que os pleitos anteriores, além, é claro, da tendência do não-voto. Basicamente, a receita para cada um dos candidatos está dada.

           Para Osmar Dias (PDT), haverá a necessidade de se consolidar em um gráfico parecido com o de 2010, quando cresceu justamente no escopo do “PT nacional”, isto é, nas cidades mais pobres e pequenos municípios do interior. Além disso, o candidato terá que manter a crescente eleitoral em regiões que já teve bom desempenho (caso de Maringá, Cascavel-Toledo, Pato Branco-Francisco Beltrão).

           O desafio de Ratinho Júnior (PSD) e Cida Borghetti (PP) é apenas um: saber quem ficará com o “espólio” de Beto Richa (PSDB). Ou seja, a pergunta é: como se comportará, em sua maioria, o eleitor de centro-direita? A questão é pertinente após a divisão do grupo político do ex-governador tucano, que apesar de declarar apoio à Cida Borghetti (PP), poderá ver seus eleitores dispostos a votar em Ratinho Júnior (PSD). Outro destaque é saber como será o desempenho destes dois candidatos em locais de grande concentração eleitoral, como Maringá, Londrina, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu e Curitiba/Região Metropolitana: a predileção será por quem? Vale ressaltar que esta é a primeira eleição desde 1986 que não há um candidato que tenha feito carreira política majoritária na capital, exercendo o cargo de Prefeito.

           As cartas estão sob a mesa, já diria um amigo meu. Resta-nos acompanhar e analisar os movimentos dos jogadores, que tem seus desafios já impostos e sabidos, segundo as estatísticas eleitorais. No final das contas, o Professor Ricardo Costa de Oliveira sempre acerta…

Referências Bibliográficas

ALMEIDA, Alberto Carlos. O voto do brasileiro. Rio de Janeiro: Record, 2018.

MONTEIRO, José Marciano. A política como negócio de família: para uma sociologia política das elites e do poder político familiar. São Paulo: LiberArs, 2016.

OLIVEIRA, Ricardo Costa de. O silêncio dos vencedores. Genealogia, classe dominante e Estado no Paraná. Curitiba: Moinho do Verbo, 2001.

_________________________. (org) Análise dos parlamentares paranaenses na entrada do Século XXI. Curitiba: APUFPR-SSind, 2002.

­_________________________. (org) A construção do Paraná moderno – políticos e política no governo do Paraná de 1930 a 1980. Curitiba: Imprensa Oficial, 2004.

_________________________. Na teia do nepotismo: sociologia política das relações de parentesco e poder político no Paraná e no Brasil. Curitiba: Insight, 2012.

_________________________. (org) Estado, Classe dominante e parentesco no Paraná. Blumenau: Nova Letra, 2015.

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. Base de dados das eleições 2006, 2010 e 2014. Disponível em: <www.tse.jus.br> Vários acessos.

 

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Os pecados originais da República

José Murilo de Carvalho acaba de lançar mais um livro, reunindo crônicas publicadas nos últimos anos. “O pecado original da República”, um provocativo título, é definido em quatro pecados originais, que tem pautado a maioria dos problemas de ordem política e de caráter social enfrentados no Brasil.

O primeiro deles é a escravidão, matriz para gerar a desigualdade social do país, que pouco tem avançado para aproximar os poucos que ganham muito daqueles muitos que não ganham quase nada. O segundo deles é o latifúndio, reflexo da ocupação desenfreada e mercantilista do território nacional. O terceiro é o patriarcalismo, isto é, a sociedade regida, na maioria das vezes, pelas regras e ótica dos homens. E, por fim, o mais famoso deles: o patrimonialismo, uma mistura constante entre o que é público daquilo que é privado.

O diagnóstico foi feito e precisamos mudar. A sociedade brasileira avança e, neste sentido, podemos também avançar, ofertando a transformação social pela melhor de todas as vias disponíveis: a educação, aliada a um amplo acesso à cultura, ferramentas que ajudam a construir uma nova nação.

As vaquinhas eleitorais funcionam?

A indignação da população em relação ao fundão eleitoral é uma das expressões mais atuais do distanciamento entre os representantes e os representados. Apenas um partido político do Brasil não deseja receber este fundo, arcando com recursos próprios de filiados e simpatizantes as despesas eleitorais de 2018.

Uma das inovações da legislação eleitoral para este pleito é a chamada “vaquinha virtual”, em que um cidadão pode doar, através de plataformas digitais na internet, determinada quantia para a candidatura que simpatizar. Esta medida é um grande avanço do ponto de vista de autonomia política, algo debatido em tempos de delação premiada.

A possibilidade da “vaquinha eleitoral” não somente disciplina a doação de pessoa física, mas também atualiza o Brasil após oito anos da implantação deste sistema nos Estados Unidos que, apesar de possuir regras eleitorais muito distintas das nossas, ainda acaba inspirando muita gente por aqui.

A democracia abalada

Um relatório publicado nesta semana pelo Instituto da Democracia da UNICAMP mostra-nos que desde 2002, quando a pesquisa sobre a satisfação do brasileiro com a democracia é realizada, nunca estivemos tão pouco confiantes nesta forma de governo. Dos 2500 entrevistados de 179 municípios do país, apenas 19,4% estão muito satisfeitos com a democracia, ainda que a maioria concorde que ela é a melhor forma de se conduzir os rumos da política.

Talvez podemos atribuir o descrédito da democracia não somente em relação ao seu formato, mas também quanto às péssimas notícias oriundas da classe política, que tanto faz por merecer o seu atual posto de desconfiança. Escândalos de corrupção, obras não concluídas, condutas pouco éticas, todos estes fatores fazem com que a democracia seja abalada.

É preciso acreditar pois, somente pelo regime democrático é possível construir um novo Brasil, frase tão exclamada e pouco praticada por nós brasileiros. A manutenção da democracia é tarefa diária de cada um e, para que ela se torne uma forte coluna na opinião pública, só há uma receita mágica: tornar a participação política uma regra – e não uma exceção que só aparece a cada biênio quando acontecem as eleições.

Se você quiser falar comigo envie um e-mail para contato@tiagovalenciano.com

 

Rejeição, o tabu do tabuleiro político

A última pesquisa divulgada semana passada pelo Instituto Paraná Pesquisas e devidamente registrada no TSE mostra-nos o maior medo em relação às eleições de 2018 dos pré-candidatos à Presidência da República: o índice de rejeição. Nas diversas simulações efetuadas, o que nos chama a atenção são os altos pontos atingidos pelos candidatos quando a pergunta é “em quem você não votaria de jeito nenhum”.

Fernando Haddad, do PT, ultrapassa a casa dos 66% daqueles que não votaria de jeito nenhum. Geraldo Alckmin (PSDB) chega a 61%, enquanto Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (REDE) passam dos 50%. Joaquim Barbosa (PSB) é o “menos rejeitado”, com 45%. De todos os candidatos, confirmamos a antiga preocupação com a rejeição, isto é, a possibilidade quase que nula de alguém votar em um determinado candidato.

A rejeição é o tabu criado no tabuleiro político. Dali em diante nos parece que ninguém mais cresce. É quase que como um pito da mãe, uma carraspana do pai, um não é não da namorada ou esposa. E você, ouvinte, será que também nos rejeita ou não quer saber somente dos pré-candidatos à Presidência da República?

Acesse a pesquisa: http://www.paranapesquisas.com.br/wp-content/uploads/2018/05/BR_Mai18-M%C3%ADdia.pdf

A democracia distante

O semanário inglês “The Economist” organiza e divulga desde 2006 um ranking dos países sobre a prática democrática. Conhecido como o “índice da democracia”, este levantamento considera cinco pontos essenciais para que o regime democrático funcione nos 167 países pesquisados: o processo eleitoral e pluralismo; as liberdades civis; o funcionamento do governo; a participação política e a cultura política.

Desde então, o Brasil é considerado como uma democracia imperfeita, a segunda categoria geral do ranking, que ainda contempla acima a democracia plena e, abaixo, os regimes híbridos e os autoritários. Em linhas gerais, podemos até considerar o desempenho nacional como satisfatório, considerando que desde 1989 experimentamos eleições perenes, com a substituição de lideranças no poder. Entretanto, é preciso avançar.

Nesta edição, divulgada em janeiro de 2018, o Brasil atingiu sua pior nota geral histórica (6,86, em uma escala de zero a dez), número distante dos 7,38 de 2014 e de 2008, quando obteve o melhor desempenho. Todavia, o país subiu duas posições no ranking, ocupando a 49ª posição – muito porque 88 países tiveram queda na avaliação.

O destaque positivo brasileiro se dá pelo bom processo eleitoral e pluralismo, além das liberdades civis. As piores notas são quanto ao funcionamento do governo e, principalmente, a nota cinco em participação política. É justamente neste ponto que precisamos melhorar.

O brasileiro, conforme apontado, pouco participa politicamente. Com o fenômeno das redes sociais, criamos um cidadão um pouco mais ativo, buscando compreender a política e tomando partido de candidatos e de conjunturas, especialmente na esfera nacional. Ainda assim, é preciso investir em dois pontos para que o Brasil avance nestes indicadores: maior conhecimento do sistema político (eleitoral e partidário, por conseguinte) e participação política efetiva, com mais mulheres disputando eleições, cidadãos engajados nas discussões políticas municipais, nas ótimas experiências dos conselhos gestores e interesse no debate político, compreendendo ideologias e posicionamentos de candidatos e partidos.

Somente por intermédio do que chamamos de “educação política” é que nós brasileiros experimentaremos indícios de uma democracia plena. Para isto, o dever de casa perpassa pelos políticos, que precisam melhorar o exemplo de boa conduta na máquina pública e pela população, que necessita refutar pequenas corrupções.

A busca por uma “democracia perfeita” deve ser nosso principal objetivo quando falamos sobre política. Nesta longa trajetória, a participação e o engajamento em causas e projetos deve ser apoiada, com a finalidade de sempre lembrar a nossa grande missão: a responsabilidade sobre a coisa pública em uma democracia é de todos nós.

Por quê Luciano Huck incomoda tanto?

“Porque ele é o candidato à Presidência da República da Rede Globo de Televisão”. Mais do que uma simples afirmação, dotada de posicionamento político evidente, é preciso avaliar os motivos pelos quais um apresentador de televisão tem gerado tantas discussões na internet por ser cogitado a disputar uma vaga para ser candidato à Presidência da República em outubro próximo.

Longe do pioneirismo na disputa eleitoral, a categoria “apresentadores de televisão” sempre chamou a atenção do campo da política – e não é de hoje. Prova viva, Celso Russomanno (PRB-SP) é Deputado Federal pelo quinto mandato, sendo inclusive candidato à Prefeitura do maior município brasileiro. Outros nomes despontaram no eixo mídia-política, como Tiririca (PR-SP) e seus milhões de votos legislativos. Silvio Santos, do SBT, foi candidato por um curto período em 1989. Sem falar nos inúmeros casos nas Câmara Municipais e Prefeituras do Brasil.

Entretanto, a envergadura da disputa presidencial requer maiores cuidados e, boa parte do eleitorado tem rejeitado veementemente a candidatura de Huck. Ao contrário de outros pré-candidatos, o primeiro aspecto a ser destacado é o próprio conhecimento da vida pública do apresentador, bem como suas intenções. Formado em Direito pela USP, em um dos cursos mais tradicionais do país, oriundo de uma família de classe média-alta paulistana, fez carreira em agências de publicidade antes de se tornar conhecido na televisão. Na Band e, desde 2000 na Rede Globo, a especialidade de Huck é comunicar com entretenimento, com uma dose de questões sociais em seus quadros, que tem como alvo mexer com a emoção das pessoas. Casado com a também apresentadora Angélica, o casal é um dos mais queridos do público, dominando as tardes de sábado da Globo.

Ou seja, a biografia de Huck, enquanto trajetória social, reflete seu propósito: um integrante de família abastada da tradicional elite paulistana, apresentando há anos um semanário de entretenimento, com a facilidade de conversar com as pessoas pelo meio de comunicação mais universal do Brasil: a televisão. Das 67 milhões de residências no Brasil, 65 milhões tem pelo menos um aparelho de televisão. Este número é inclusive maior que o de geladeiras. Considerando a supremacia da audiência da Globo no país, que domina as telenovelas e a transmissão do futebol, esporte mais popular do Brasil, a política parece ser mais uma “diversificação de negócios” do grupo Marinho.

A sirene de alerta foi acendida quando os principais analistas políticos do Brasil enxergam um caminho para o crescimento de uma candidatura “de centro” no espectro eleitoral, polarizado atualmente por Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Huck poderia ocupar esta lacuna: adiantadamente é uma figura conhecida (só perde neste quesito para o ex-Presidente Lula), tem a audiência semanal e facilmente “entra na casa das pessoas”, dificuldade que os demais candidatos enfrentam – disputando a atenção dos eleitores, sobretudo, na internet. Por outro lado, Luciano seria uma espécie de “outsider”, o que não partilha do cotidiano da política, algo que poderá ser relevante no pleito vindouro.

O discurso de ódio contra a candidatura de Luciano Huck nada acrescenta no debate político. Dizer tudo o que já sabemos sobre ele é enfatizar um enredo conhecido há mais de 20 anos e que terá as consequências outrora esperadas. Tentar barrar a candidatura de um cidadão me parece pouco democrático, virtude esta levantada por todos os demais postulantes e seus respectivos simpatizantes. Conviver, apontando as diferenças entre os “presidenciáveis” talvez seja a melhor saída. A lata velha da política brasileira precisará dialogar com o potencial de Luciano Huck.