Os deputados despachantes

Delegado Waldir, o deputado que rejeitou as emendas em troca de um voto na CCJ da Câmara.

Todos sabem que sou um ferrenho defensor do Poder Legislativo. É lá que os grandes debates nacionais devem (ou pelo menos deveriam) acontecer. Questões em que todos os presidenciáveis um dia respondem (como casamento de pessoas do mesmo sexo, descriminalização da maconha, liberação do aborto e afins) seriam, em nossa concepção, alvo de embates legislativos, com Deputados e Senadores dissertando sobre.

No entanto, o recente episódio da liberação de mais de 1 bilhão de reais em emendas parlamentares pelo Presidente Michel Temer (PMDB) reflete a realidade do papel exercido pelos Deputados Federais no Brasil. A atuação de nossos deputados se reduziu a apenas despachar emendas para suas bases eleitorais. Não mais que “despachantes de luxo”, uma espécie de promiscuidade do Legislativo se perpetua no clientelismo da política nacional: o deputado “despacha” verbas, entrega os seus frutos e colhe os resultados nas eleições.

A lógica do Poder Legislativo está, infelizmente, invertida. Se os valores destas verbas são fornecidos pelo Poder Executivo em forma de políticas públicas, debatidas e deliberadas pela sociedade, por qual motivo há a personificação por Deputados Federais em forma de emendas? Ora, pelo simples fato de que é mais fácil para o eleitor comum observar o concreto (uma obra, um equipamento entregue, por exemplo) do que um debate no plano das ideias, que pode alimentar algum projeto futuro.

Imediatista em um espaço de tempo de 4 anos, o eleitor também auxilia no sustento desta perversa lógica. Por estas e outras razões o Poder Legislativo anda em descrédito perante a sociedade, que não se lembra em quem votou, não cobra e não fiscaliza a atuação parlamentar, mas também se deixa enganar pelo sistema clientelista do Deputado despachante.

Em um tempo de redes sociais e discussão política efervescente na internet, está na hora de fato discutirmos o papel dos poderes instituídos e suas respectivas funções. Além disso, é preciso difundir para o eleitorado o que cada política deve (ou deveria) fazer e para qual cargo ele foi eleito. Em um clima de mudança permanente dos quadros atuais, 2018 pode ser um bom momento para levantarmos estes e outros debates, despachando àqueles que não estão dispostos a cumprir o seu papel.

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1989: o retorno

presidenciaveis-1989A eleição do último domingo (2) para Prefeitos e Vereadores no Brasil foi ótima para lembrarmos do passado, mas sem perder de vista o que o futuro aponta. Renascido pós-impeachment, o PSDB foi um dos maiores vitoriosos, ao passo que o desgastado PT saiu bem menor do que entrou. De fato, desde 1989, com a entrada de Fernando Collor de Mello no poder via Presidência da Republica nao víamos uma guinada tão evidente à direita no Brasil.

Interessante notar é que o protagonismo tucano é marcado, sobretudo, pelo renascimento na chamada “Nova Direita”, fruto das manifestações de rua no país a partir de 2013, defendendo várias causas – inclusive a saída de Dilma Rousseff e do PT do poder.

Gostando ou não, este movimento deve ser considerado para as eleições gerais de 2018, em que a tendência da população em esperar o posicionamento claro dos políticos deve se manter. Este fato pode auxiliar na explicação do sucesso eleitoral de candidatos liberais e conservadores, que “saíram do seu universo particular” e resolveram expor suas opiniões. Resta-nos esperar a dimensão desta curvatura e se quem a dirige será capaz de manter o rumo da proa. Ou, então, esperar um naufrágio, algo inesperado na atual conjuntura do cenário político nacional.

O muro de Brasília

O “muro do impeachment” instalado na capital federal – a poderosa Brasília, reflete uma questão que nós, brasileiros, precisamos aprender a conviver melhor: as disputas políticas e ideológicas instauradas a partir do sistema democrático. A tentativa de separação entre os manifestantes favoráveis e contrários ao impedimento da Presidente da República Dilma Rousseff (PT), nos faz perguntar: para qual caminho a democracia brasileira caminhará?

A atitude de implantação de uma separação defronte ao Congresso Nacional reflete a preocupação em possíveis embates dos grupos distintos. Porém, mais do que a divisão de torcidas – tão comum em estádios de futebol, transportada para a arena de debates da política, precisamos aproveitar esta oportunidade e aprofundar a discussão sobre a qualidade da democracia no Brasil.

Além desta ocasião, costumamos ver que nas disputas eleitorais (e seria esta uma, por que não?) os ânimos se acirram. Amizades terminam, grupos de whatsapp ficam a todo vapor, posições contrárias se tornam ofensivas à honra e ao caráter pessoal. O respeito, a tolerância com o posicionamento político distinto de um amigo se torna ódio mortal. O que era amizade se torna inimizade; o que era paz se transforma em guerra; o que poderia ser um bom debate de ideias se configura em argumentos apaixonados, sem fundo comprobatório verdadeiro.

O “muro de Brasília” deverá opor o grupo situacionista do oposicionista, em um “novo” processo de impeachment que desde Fernando Collor de Melo, quando ainda Presidente da República, não chegava ao atual momento. Na ocasião de Collor o grupo de situação era menor e desarticulado. Hoje o momento é outro. Aguardaremos as cenas dos próximos capítulos, que prometem aguçar os ânimos no centro do país, na expectativa de que possamos refletir sobre sentimentos como a tolerância e o debate com bons argumentos, tão carentes (ainda) na política brasileira.

5 fatores para uma campanha bem sucedida na internet: a identidade visual

logoobamacopiada

A internet nos trouxe uma gama de informações. Dispersas e oriundas dos mais diferentes sites existentes na rede mundial de computadores, as notícias “bombam” em nossa linha do tempo nas redes sociais. Além disso, a informação única, de um portal consagrado, por exemplo, pode ser contestada imediatamente ao verificarmos um outro site. O que isto se relaciona com a identidade visual? É o que pretendemos abordar no segundo artigo de nossa série “5 fatores para uma campanha bem sucedida na internet”.

Esta gama de informações rápidas, diretas e instantâneas demonstram o momento da internet atualmente: agilidade e comunicação em tempo real. Portanto, a maioria das pessoas tendem a não perder tempo lendo longos textos ou buscando dados precisos sobre candidaturas, por exemplo. A identidade visual de uma campanha deve ser clara, limpa, objetiva, comunicando três pilares básicos de uma propaganda eleitoral: a imagem, o nome e o número.

A construção da logomarca de um candidato deve respeitar os bons critérios da comunicação: simples, fácil de ser compreendida e, principalmente, que estimule o entendimento instantâneo do mais simples ao mais graduado eleitor. Tons em degradê, mistura de símbolos com letras, mescla de letras com bandeiras tremulando, preenchimento da letra “O” com algum adorno, por exemplo, devem ser evitadas. A ideia é que o próprio nome seja a logomarca da campanha, uma vez que as eleições tem tempo determinado e a construção de uma logo mais complexa pode exigir mais tempo. É o caso da Coca-Cola, uma expressão em letra estilizada que se tornou a própria logomarca oficial da empresa. Outra saída é incluir na logo um símbolo bem solidificado ou aliado ao nome do político, desenvolvido há anos. A última solução é aliar logo ao número – afinal, as pessoas votam mais em números do que em nomes.

Uma boa logomarca é aquela pensada pelo próprio político ou com o auxílio de sua equipe. Afinal, por mais que uma agência de comunicação ajude na criação da arte final da logo, as informações que vão dar a expressão da identidade pessoal do candidato devem vir de quem conhece bem ou vivencia diariamente o meio social em que o político está inserido. Portando este conhecimento, a criação da logo deve olhar bem os concorrentes e, principalmente, as cores existentes na disputa eleitoral. Imagine um político do PSDB usando a cor vermelha? Seria um fiasco!

A criação da logomarca deve procurar algo original, fugindo dos “modismos” existentes ou dos paradigmas de sucesso já estabelecidos. Quantas e quantas campanhas utilizaram uma logomarca parecida com a de Barack Obama, eleito Presidente dos Estados Unidos? Um sem fim! Afinal, a ideia de “se inspirar” em algo internacional pode trazer tons grandiosos à campanha –  o que necessariamente não reflete a realidade brasileira.

Não há mistério para a criação de uma logomarca. Lembre-se sempre que a missão da logo passa por 3 pontos:

1 – Comunicar instantaneamente;

2 – Expor a ideia, isto é, a “cara do candidato”, sua identidade visual, suas propostas;

3 – Fazer com que o leitor “memorize” sua marca.

Até a próxima!

Fonte da imagem: https://publicideias.wordpress.com/category/eleicoes-influenciaveis/

 

5 fatores para uma campanha política bem sucedida na internet: a pessoalidade

corpo a corpo com eleitores collorA série da “5 fatores para uma campanha política bem sucedida na internet” inicia-se hoje com tópicos relacionados ao universo da política, pretendendo falar diretamente com candidatos, políticos em pleno o exercício dos mandatos ou interessados no tema. Não vamos falar sobre a importância doo uso da internet na política. Isto parece-me que todos já visualizam como um caminho sem volta. Assim, nosso objetivo é debater temas relevantes, que às vezes são esquecidos, mas que fazem toda a diferença.

Iniciamos com um tema que parece óbvio, mas pouco explorado pelas equipes dos candidatos/políticos em geral: a pessoalidade na internet. O contato direto com o eleitor (corpo a corpo) é uma das principais ferramentas no processo de conquista do voto. Não há um especialista em eleições sequer que deixa de citar o “corpo a corpo” como uma das formas mais eficazes de obtenção do voto. E, aí, quando vamos para a internet, este contato parece que se perde. O mundo virtual soa distante do mundo real. A conectividade na palma das mãos e na ponta dos dedos por uma ferramenta de comunicação (celular, computador, tablet) nos “afasta” das pessoas. O chamado “senso comum crítico” condena a conectividade em excesso.

Esta série de juízos de valor sobre o uso de celulares e tablets o tempo todo poderia inibir a utilização “full time” destes aparelhos. Um engano. A conectividade dos brasileiros cresce a cada dia e, pelo menos a metade da população nacional tem acesso à internet. E aí, o político, com sua desgastada imagem perante à sociedade, transforma o palanque virtual em extensão do palanque real. São diversos os casos em que as redes sociais dos políticos e dos candidatos apenas replicam as atividades rotineiras, falando sério o tempo todo e sem interatividade com o seu público-alvo.

Insisto na ideia de que a política na internet deve sim falar de acordo com o perfil de cada eleitorado. Comunicar com eficácia e objetividade parece algo com mais impacto. Sim, um político deve expor as atividades do mandato. Mas existem meios e formas para isso. O tempo presente nos demonstra que a pessoalidade não pode ser perdida. Momentos com a família, fotos em passeios, selfies e fotos com boa qualidade em plena atividade política tem mais impacto que um link direto para o site do político. O eleitorado quer saber o que o político faz nas horas vagas e, durante o período de trabalho, o que ele faz de diferente pra ser um político diferente e receber seu voto. Esqueça as pompas de antigamente: a simplicidade na comunicação virtual de hoje ganha espaço e, a figura do “político super homem” foi substituída pelo Chaves da vila. Afinal, qualquer pessoa tem em mãos um celular para fotografar o político em um ângulo desfavorável…

Valorize a pessoalidade. Saiba que a internet apesar de virtual é a extensão do mundo real. E o tempo que as pessoas passam virtualmente é muito grande. Conquistar o voto é falar com várias pessoas ao mesmo tempo e, nada melhor que uma ferramenta como a internet para fazer isto rapidamente. A vida pessoal se confunde e se torna pública com a política. Portanto, saiba controlar sua pessoalidade-pública, expondo aquilo que te interessa e sempre fazendo as seguintes perguntas antes de postar algo:

1- haverá uma identificação com meu eleitor quando ele ver isso, isto é, as pessoas em geral fazem o que estou fazendo?

2- a imagem valoriza a minha imagem, ou seja, eu apareço na foto/vídeo e todos podem me identificar em uma situação positiva?

3- atingirei o objetivo de tornar pessoal, isto é, levar ao mundo virtual algo necessariamente do mundo real? E mais: o eleitor conseguirá ver isso ai acessar a minha postagem?

Pessoalidade, como demonstramos, ainda é tudo. Lembre-se do processo de identificação, uma carta na manga para vencer as eleições. Estas são pequenas dicas do primeiro texto de nossa série. Semana que vem nosso texto será sobre o uso do vídeo nas redes sociais.

Os argumentos contra os argumentos dos “camisas pretas”

vereadoresmaringaE ela está de volta! A polêmica sobre o aumento do número de vereadores em Maringá. E o mais surpreendente: não há nem projeto tramitando no legislativo, mas o debate foi novamente posto à tona pela chamada “sociedade civil organizada”. A tônica da população é acreditar em tal “sociedade”, aliada às questões da política – que, convenhamos, não tem feito uma boa figura. Mas, será que de fato estes argumentos se sustentam?

Na edição do jornal “O Diário do Norte do Paraná” de domingo, uma página inteira foi veiculada sobre o tema. Os argumentos, um a um são:

“1- O aumento de vereadores não significa aumento de representatividade popular, como alegam seus defensores, uma vez que o voto proporcional não garante que que os mais votados sejam, de fato, eleitos.”

Daí questiono: como não? o sistema eleitoral brasileiro permite justamente que, a partir do quociente eleitoral (aquela fórmula complexa), ocorra maior representatividade do eleitorado, especialmente para não eleger os mais votados e sim garantir que a maioria dos partidos estejam contemplados. Resumindo: mais cadeiras significa mais partidos e, portanto, mais segmentos representados. Logo, o argumento está incorreto;

“2- A disponibilidade orçamentária – hoje a câmara gasta menos que o seu orçamento legal e devolve dinheiro que sobra aos cofres municipais – deveria ser cada vez mais incentivada, ainda mais no momento político e econômico atual, que exige austeridade. Se este projeto for aprovado, não haverá devolução dos recursos e muitas áreas que hoje se beneficiam destas verbas serão prejudicadas, em especial a saúde e a segurança pública. Cobramos transparência e também eficiência com as atuais 15 cadeiras. Não poemos retroceder!”

De fato, a Câmara tem sido econômica. Mas, não podemos julgar o atual momento político e econômico e, em seguida, utilizar tal argumento como justificativa para não ampliar as vagas. Imagine você, caro leitor, se a situação melhorar em dois meses. Este argumento ainda seria válido? E mais: os recursos devolvidos dos últimos 3 anos pela Câmara sempre ficaram em torno de 1 milhão de reais. Vale ressaltar que o orçamento legal destinado é de aproximadamente 35, 40 milhões de reais por ano. Hoje legislativo maringaense investe em torno de 12 milhões por ano, o que corresponde a 1% do orçamento de 1,2 bilhão de reais do Poder Executivo, valor este destinado à fiscalização do executivo e à criação de leis. Ora, não é um ínfimo investimento para cumprir com o que a “sociedade civil organizada” deseja? E mais: o valor devolvido à Prefeitura é aplicado da maneira que o chefe do Poder Executivo melhor acreditar, além de que a segurança pública não é de competência municipal e a saúde já possui um amplo orçamento para tal. Mais um argumento inválido.

“3- Quantidade não é sinônimo de qualidade. Simplesmente aumentar em 50% o número de cadeiras não garante que teremos melhores legisladores. Como faz desde a sua criação, o movimento eleitor consciente promove o debate sobre a qualidade do voto, buscando criar, incentivar e divulgar mecanismos de informação e esclarecimento a todos os cidadãos sobre os candidatos e sobre as atividades dos eleitos. E assim entendemos que vamos melhorar a qualidade de nossa representatividade”

Aí podemos debater sobre quantidade e qualidade. Mas a discussão pertinente é sobre o aumento das vagas – e, então, sobre representatividade – e não sobre quantidade/qualidade. Entretanto, a cultura política local predominante é sobre quantidade. Só olharmos os balanços publicados pelos jornais ao término de cada ano. Se assim este movimento deseja, ou seja, discutir sobre a melhoria na qualidade da representatividade, solicito um maior acompanhamento deste grupo sobre as atividades legislativas.

Diante do exposto, podemos afirmar que o cenário criado em relação ao aumento do número de vereadores é extremamente direcionado, não debatendo de fato a atividade do legislador e a possibilidade de melhorar a discussão no parlamento local. Além disso, não podemos justificar a questão “aumentar o número de vereadores” por conta da corrupção, do desvio das verbas públicas e das más práticas políticas – uma situação não depende necessariamente da outra. Mais uma vez, os argumentos dos “camisas pretas” não são convincentes.

A Gazeta do Povo tem razão. Em partes.

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Há alguns dias venho refletindo acerca das eleições de 2014. Evitei tecer comentários diretos em relação a alguma candidatura específica. Tenho acompanhado os especialistas das mais diversas correntes tentando explicar alguns fenômenos. Mas, de todos os temas que atingem diretamente o eleitorado deste ano, o que mais acompanho são os ligados ao chamado “voto consciente”. Por que preferi acompanhar este assunto?

A resposta parece ser óbvia, porém não é tão simples assim. Fiz algumas palestras sobre o voto consciente. Chega nesta época todo mundo quer ouvir alguém pra dizer a mesma coisa: analise seus candidatos, vote conscientemente e escolha alguém que vai representar os anseios da população. A fórmula é simples, os resultados não.

A Gazeta do Povo veiculou uma notícia na edição de domingo (21/09), sendo inclusive matéria de capa, intitulada “Escolher um candidato é difícil, mas nunca esteve tão fácil”. Concordo. O argumento do jornal é verdadeiro e existem diversos sites na internet que expõem o trabalho dos políticos na internet, que atinge a metade da população brasileira e cerca de 84 milhões de eleitores.

Além disto, as ferramentas legais de transparência, fiscalização e controle da população estão aí: a Lei de Responsabilidade Fiscal (2000), a Lei da Transparência (2009) e a Lei de Acesso à Informação (2011). Todas as exigências legais aliadas aos sites de ONG’s, movimentos e dos próprios candidatos auxiliam na escolha da nova classe política.

Entretanto, precisamos ir para adiante do voto. Votar e escolher os melhores candidatos nunca esteve tão fácil. O difícil é acompanhar os mandatos, participar de sessões, reuniões, audiências públicas e demais atividades tanto do Poder Executivo quanto do Poder Legislativo. Há a necessidade de estimular a participação e o controle no “durante” e não somente no “antes”.

Ainda que os mecanismos de transparência, participação política e controle social sejam recentes no sistema político brasileiro, o cidadão deve saber que eles existem sim e estão disponíveis a um clique, na tela dos computadores e smartphones. A cultura política brasileira jamais havia experimentado estas possibilidades e, portanto, a paciência se faz necessária. Escolher um candidato nunca esteve tão fácil. Acompanhá-lo durante o mandato também.