Os preconceitos quando se tem um ideal

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Refleti esses dias sobre a natureza humana quanto à busca de um ideal. Não estou enveredando pela filosofia, pelo contrário, apenas tento ser franco nas palavras sobre um assunto que vagou pelos meus pensamentos nas últimas semanas: os preconceitos que as pessoas tem quando você busca idealizar um projeto, algo presente na menor parcela da população nos dias de hoje. Pode parecer estranho, mas isto acontece com frequência. Nossos exemplos vão ajudar a entender o que proponho.

Experimente buscar uma curso fora da sua cidade – principalmente se este curso estiver em um nível mais avançado ou se relacionar diretamente com a sua profissão. A pergunta, generalista por sinal, é a seguinte: “mas é a sua empresa que está custeando as despesas né?” ou então: “mas nada disso tá saindo do seu bolso né?”. A frustração vem quando a resposta para estas perguntas-afirmações são negativas. E esta frustração ocorre justamente porque preservamos o conforto do lar: é mais fácil ficar em casa do que buscar o conhecimento fora. Afinal, o esforço cansa, o tempo urge e a sapucaí é grande. Nossa “zona de conforto” fala mais alto.

Experimente também propor a criação de algo inusitado, engenhoso e trabalhoso. Muitos vão afirmar veementemente que nada vai dar certo, que o projeto é muito grande para o tamanho da sua realidade ou que as pessoas não estão preparadas para lidar com o novo. A injeção de desmotivação é grande. A de inveja também. E nada acontece se não tirarmos do papel aquela boa ideia engavetada. Mais uma vez a “zona de conforto” volta a imperar.

Mas, será que estamos em um estado permanente de conforto? Em partes. Todos tem seus confortos, suas taras e manias. O ideal para alguns fala mais alto do que o conforto. Para a maioria não. A mensagem pode ser de motivação neste curto texto, entretanto apenas afirmo que é preciso sempre olhar o balanço da sociedade, como ela caminha e o que ela nos permite. E nossa: há algo mais complexo do que a sociedade humana?

Vivemos no tempo do conforto, da facilidade digital e da baixa mobilidade de ideias, de sentimentos, de projetos. Também vivenciamos o tempo do politicamente correto, pauta esta para outro artigo. A hora para fazer acontecer nunca teve data para começar. Se você quiser mudar, aproveite: a mudança está consigo mesmo. Basta um bom ideal, um projeto compatível com a realidade e uma boa pitada de fugir da zona de conforto.

Obs.: Escrevi este texto quase que como um mantra-explicativo. Busco esta receita todos os dias quando entro em um novo projeto. O que me move sempre é o desafio.

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