A campanha está (quase) nas ruas

Começou! Pra quem ainda tinha dúvidas, a fase de pré-campanha eleitoral iniciou. A partir de agora é cada um por si e todos pelos votos. Candidatos desdobram-se em vários (até parece que estão em todos os eventos); os eleitores estão desconfiados, a maioria sem debater as eleições; e os noticiários tendem a frear as notícias acerca dos pré-candidatos, para que não sejam surpreendidos judicialmente.

O prazo para descompatibilização dos cargos públicos para os pré-candidatos 2010 se encerrou esta semana. De notório, destacamos o término do mandato de Beto Richa (PSDB), ex-prefeito de Curitiba e que deixou o cargo em apenas dois anos. Requião (PMDB), também partiu, após 7 anos à frente do Governo do Paraná. No mesmo ritmo, Dilma Rousseff (PT) saiu da Casa Civil, pré-candidata petista à Presidência da República.

Richa possui risco moderado de ficar sem mandato até 2012. Dispondo de uma das maiores popularidades entre os prefeitos das capitais, o tucano leva na bagagem os 77% dos votos obtidos entre os curitibanos no pleito passado. Ainda assim, tem a experiência da candidatura ao Governo em 2002, cargo que pleiteará novamente este ano. Todavia, a acirrada disputa que promete travar com Osmar Dias (PDT) torna o cenário político nebuloso.

Já Roberto Requião é franco favorito para ocupar uma das duas vagas do Paraná no Senado. Três mandatos como Governador, polêmico e de personalidade forte, Requião vislumbrou uma candidatura à Presidência, mas deve se contentar com o parlamento. Primeiro lugar nas pesquisas, provavelmente será eleito com tranqüilidade.

A pré-candidata do PT e de Lula à presidência é quem mais vai sofrer nas eleições deste ano. Sem experiência política e/ou de campanha anteriores, Dilma enfrentará duro combate para o cargo mais importante do país. No entanto, a imagem do Presidente auxilia sua campanha, esta que deslancha mediante aos apelos de Lula.

A campanha de 2010 será emocionante. Termina os duplos mandatos do Presidente e do Governador do Paraná, o que poderá estimular novas candidaturas. Com a campanha desde já escancarada por parte dos pré-candidatos, o embate deve acentuar (agora, com dedicação exclusiva dos políticos para este fim).

Publicado originalmente em “Jornal do Povo”, em 02/04/2010

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