Requião, Presidente?

Nos últimos dias, estive por duas vezes na capital do Paraná. Curitiba, uma cidade com bons pontos turísticos e potencial de crescimento exorbitante. Entre idas e vindas, uma quarta-feira reservou-me uma grata surpresa: um almoço na Granja do Canguiri, residência oficial do Governo do Estado do Paraná. Lá, deparo-me com o governador, Roberto Requião, ainda utilizando um curativo pós-queda em Paiçandu. Esbravejando, em um estilo já consagrado, o assunto não poderia ser outro senão o cenário político estadual. Todavia, somente uma pergunta passava por minha cabeça durante o almoço: Requião será candidato à Presidência da República?

Nascido em 1941, herdou o gosto pela política do pai, ex-prefeito da capital. Entretanto, o sucesso alcançado por Requião foi maior. Advogado e Jornalista de formação, polêmico por opção, o atual governador do Paraná foi Deputado Estadual, Prefeito de Curitiba, Senador da República e Governador. Destes cargos ocupados, Requião exerceu o último por três mandatos, ou seja, quem mais venceu eleições por voto direto para a chefia do executivo estadual. Ainda leva o título de algoz da “família Dias”, derrotando Álvaro em 2002 e Osmar em 2006.

Para as eleições vindouras, muitos falam que uma das duas vagas disponíveis para o Senado já tem dono: Requião. E quem este apoiaria para Governador? Em qual contexto se encaixaria? É evidente que Orlando Pessutti, vice-governador, não é o preferido de Requião para sucedê-lo. Tampouco o PT de Gleisi e o PDT de Osmar Dias. Beto Richa (PSDB) ainda parece angariar alguma simpatia, visto que nos últimos dias tem sido agraciado com verbas do Governo do Estado.

Se realmente o PMDB seguir a tendência de composição na eleição para Presidente da República, o caminho de Requião para uma nova empreitada ao Palácio do Planalto está fechado. Uma das vagas do Senado está propensa a ser ocupada por ele. Confesso que ficaria feliz com Requião candidato à Presidente do Brasil. Amado por alguns, odiado por outros, com Requião no páreo, os almoços na Granja do Canguiri ganhariam um toque temperado: pimenta no prato e muita água pra apagar o fogo eleitoral.

Publicado originalmente em “Jornal do Povo”, em 10/12/2009

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