No apagar das luzes

Ao término de 2009, publiquei em meu último artigo um esboço sobre o cenário político para este ano. Já naquela oportunidade, destaquei o que hoje parece consolidado: a candidatura de Beto Richa (PSDB), prefeito de Curitiba, à chefia do executivo paranaense. Dias após (e não é um trocadilho), o instituto Datafolha divulgou uma pesquisa de intenção de voto para Governador do Paraná. O que esta pesquisa nos revela, afinal?

Dos pontos importantes, destaco a polarização da disputa. Mesmo em 2006, ano o qual a reeleição de Roberto Requião (PMDB) parecia dada como certa, o número de candidaturas com força para chegar era maior. Hoje, com a permeabilidade da eleição, vislumbramos as candidaturas de Osmar Dias (PDT), Beto Richa (PSDB) e Pessutti (PMDB) como mais articuladas e maior destaque político. Tanto PT e o PPS que surgiam como alternativas agora já não se aventuram mais.

Entre os 43% de Richa e os 38% de Osmar, há um empate técnico, ou seja, uma diferença percentual mínima entre os dois. Destes, a pesquisa nos mostra alguns dados relevantes: a preferência do eleitorado por Richa em relação a Álvaro Dias; a vitória de Osmar em uma provável disputa com Álvaro; o baixo índice de rejeição de Beto face às demais candidaturas; e sobretudo a base eleitoral de Osmar no interior (46% contra 30% de Richa) e a força de Richa na capital (66% contra 16% de Osmar).

Um ranking dos prefeitos das capitais do país também foi divulgado pelo Datafolha. Beto obteve uma média de 7,9 atribuída a seu mandato, confirmando a popularidade do prefeito. No entanto, 66% dos entrevistados ainda não decidiram em quem votar para Governador.

Não podemos negar que Beto ainda é o favorito. No entanto, Osmar Dias é mais experiente e carrega na bagagem o último páreo, em que quase venceu. Além disso, o fato de deixar a prefeitura de Curitiba com dois anos de mandato pela frente pode pesar para Beto. Já para Osmar a hora é agora: ou vence a disputa ou pode perder o seu tempo e deixar a chance de Governar o Paraná de vez. E, pelo indicado, novamente teremos emoções na política estadual, um provável duelo, “revival” do animadíssimo segundo turno de 2006.

Publicado originalmente em “Jornal do Povo”, em 14/01/2010

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