A Independência Acadêmica

Divulgado na última segunda feira (31), o Índice Geral de Cursos (IGC), elaborado pelo Ministério da Educação, revelou-nos novamente uma grata surpresa. Das instituições públicas do Paraná, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi a melhor colocada. Pelo segundo ano consecutivo a Universidade recebe tal avaliação. É, portanto, um momento de “independência” acadêmica da UEM?

Os critérios metodológicos do índice consideram os cursos de graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado), bem como os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – o ENADE. Após as devidas constatações, uma média ponderada é efetuada, obtendo posteriormente a classificação final das instituições de ensino públicas e privadas do país.

Entre todas as instituições, a UEM ocupa o 53º lugar, subindo dez posições em relação aos dados analisados de 2007. Levando em conta apenas a categoria “universidades”, o 21º posto é alcançado. No Paraná, o primeiro lugar é da UEM, seguida da UEL (Londrina), UFPR (Curitiba), UNIOESTE e UEPG (Ponta Grossa).

Atualmente a UEM possui cinquenta e dois cursos de graduação, noventa e três de especialização, vinte e oito de mestrado e doze de doutorado. São aproximadamente vinte mil alunos, mais quatro mil funcionários e 1.482 docentes – sendo que destes mais da metade possuem o título de doutor. Além dos cursos propriamente ditos, a UEM oferece projetos de extensão e cultura à comunidade, cursos de línguas, ambulatórios e o Hospital Universitário.

Diante de tal ilustração, a Universidade Estadual de Maringá atingiu uma distinta independência acadêmica. Por dois anos seguidos eleita a melhor universidade pública do Estado pelo MEC, há de se visualizar um futuro promissor para a mesma. As obras não param: novos blocos são construídos e a estrutura física (outrora criticada) está cada vez melhor. Em relação às pesquisas, faz tempo que os acadêmicos a colocam na situação de maior produtora de ciência do Paraná.

Valorizar a UEM é tarefa de todo o maringaense. Perfeita certamente não é. Mas basta que as inscrições de um novo vestibular sejam abertas que a concorrência aumenta. Afinal, estudar e formar-se na “melhor do Paraná” é motivo de orgulho pra qualquer pessoa.

Publicado Originalmente em “Jornal do Povo”, 03/09/2009

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