Bateria da Antropologia

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A bateria foi criada no início do século XX, formada por um conjunto de vários sons de percussão: chimbal, pratos, tons, bumbo e caixa, basicamente falando. Quem toca bateria sabe que não basta “bater” e assim extrair um som qualquer, como se fosse apenas um barulho às vezes altíssimo criado pelo músico: é a expressão pura e simples de um som inconfundível e presente em quase todos os estilos musicais.

Aprendi a tocar bateria nos anos 2000, ou seja, aproximadamente cem anos após a “invenção” da mesma, nos moldes que conhecemos. Acaso do destino ou não, sempre curti sons relacionados à percussão. Curioso o método de aprendizagem: apenas o ouvido e alguns testes com baquetas em sofás, almofadas e outras superfícies macias.

Relacionalmente falando, o que a bateria possui em comum com a antropologia? O olhar, o ouvir e o escrever/tocar antropológico. Roberto Cardoso de Oliveira em seu ensaio acerca do “Trabalho do Antropólogo” nos ensina essas três premissas básicas para o exercício da antropologia: olhar “estranhado”, sempre atento aos acontecimentos; o “ouvir” além do que se ouve; e escrever, pois apenas através do registro é que podemos expressar de modo concreto e histórico nosso pensamento.

Tanto a bateria como a antropologia se relacionam entre si: é preciso olhar pra se inspirar; é preciso ouvir para reproduzir; é preciso tocar para se expressar. Assim é o exercício do antropólogo, atentíssimo ao seu meio e onipresente aos fatos após demonstrados por meio de textos.

Nos últimos dias, ouvi várias vezes a necessidade do ser humano “se colocar no lugar do outro para entende-lo melhor”. Essa não é tarefa da antropologia? E se acaso você ver, ouvir e compreender o outro, não se relacionará melhor com as pessoas de seu meio social? Possivelmente sim. Tocar bateria também é isso: quanto mais treino e observação, melhor aprimoramento da técnica. Pode parecer viagem – mais uma das que faço nesse blog, todavia a antropologia, munida das ações humanas, se interpenetra com meu gosto pela música percussiva.

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12 pensamentos sobre “Bateria da Antropologia

  1. achei muito interesante a historia da bateria , até então não sabia qual a origem desse instrumento queria saber se voçÊs tem um site alternetivo de bateristas catolicos flw

  2. eu adoro esta bateria. acho que tem tudo para fazer musica, de solos a orquestras, de jazz ao rock. tenho uma bateria parecida e sei dar-lhe o devido valor.o defeito e só que ta mal montada mas de resto ela esta linda.

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