Compra de votos as avessas

O voto, definido como um modo de participação política que garante a liberdade de escolha dos governantes e legisladores, no plano do Estado, ou de Presidentes, Diretorias, Conselhos em entidades, é um instrumento de suam importância para o exercício da democracia. Porém, há ainda uma prática que é bem comum nas eleições (as realizadas para a escolha de nossos governantes da máquina administrativa). Esta prática é a compra do voto.

 

Compra-se voto, em suma, das classes populacionais menos providas de renda ou de pessoas pouco instruídas sobre esta importante ferramenta de participação política. São oferecidos, em troca do voto, materiais de construção, aparelhos dentários, óculos, cestas básicas, cargos na administração, enfim, uma série de personagens que compõe o jogo de interesses da política.

 

Dentro desta prática, debaterei a seguir a compra de votos às avessas, ou seja, o eleitor pagando para votar em determinado político. Sabe-se da existência das diversas religiões presentes no Brasil, sendo das mais diversas crenças e ritos. Em especial, as igrejas protestantes-evangélicas presentes no país, realizam esta prática mais clara de uma compra de votos às avessas.

 

O fiel, buscador de auxílio espiritual e, utilizando a fé, participa de uma igreja por que, na maioria dos casos, crê na doutrina de certa religião. Assim, a igreja definida como uma entidade que aspira também ao poder, lança candidatos aos cargos eletivos, para que, em certos casos, estes candidatos possam defender os interesses desta comunidade religiosa. Logo, este fiel contribui com a oferta, para que a igreja se mantenha.

 

No período eleitoral, as igrejas praticamente obrigam o fiel a votar no candidato da mesma, utilizando em demasia esta massa seguidora como cabos-eleitorais. Seria então, este um caso que considero como pagar o voto. Ao invés de receber pra votar em tal sujeito, o cidadão paga para votar no mesmo, já que este dinheiro é utilizado para financiamento de campanhas. Não estou aqui defendendo determinadas religiões, mas a igreja católica também realiza este tipo de mecanismo, porém esquiva-se e não admite esta prática.

 

Estaríamos, então, entrando na era do voto pago? É realmente inadmissível esta ação de compra de votos às avessas. O cidadão, iludido pela fé, não retorna ao plano racional e também não percebe que ele é o dono desta arma engatilhada, o voto. Basta apenas ele mirar e apertar o gatilho no candidato certo, exercendo assim a democracia no sentido pleno.

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