Poxa, até tento fugir um pouco da manjadíssima pauta de assuntos que envolvem a Câmara Municipal de Maringá. Nesta mesma fuga, mudei o estilão do blog: mais limpo, leve e solto e com textos que expressam o que penso sobre a política e a sociologia como um todo, apelando ora para as teorias – ainda que muitos não acreditem nisso, ora para uma linguagem direta e sem rodeios. Do mesmo modo, a idade vai avançando na cabeça do indivíduo e, aquele impulso característico da fase adolescente-pré adulta, fica cada vez mais de lado.
Pensando nisso, somente agora comento o projeto da vereadora Marly Martin (PPL), que proíbe a figura do “carona” nas motocicletas em Maringá durante os dias úteis da semana, isto é, de segunda a sexta-feira. Do mesmo modo que o projeto surgiu – rápido, inspirado não sei mais de onde, ele saiu de cena no noticiário local. Não se sabe porque veio, de onde veio e para onde iria, mas o certo é que uma iniciativa deste porte faz pensar: serão alguns vereadores de Maringá verdadeiros “deuses”, que criam leis que vão reger toda a humanidade?
Se assim são, sugiro que nossos nobres parlamentares invistam um montante aproximado de R$ 100,00 na respeitadíssima Universidade Estadual de Maringá (UEM), para que possam cursar filosofia, sociologia, história, direito, enfim, algum curso da área de humanas em que as “teorias” deste nível possam contagiar a humanidade. Se eles preferirem a ideologia institucionalizada, imagino os excelentes partidos que vão surgir…
Aquém das provocações fundamentadas pelos 4, 8, 12 ou 16 anos (ou mais!) de trabalho que alguns parlamentares ali estão, a perplexidade gerada pela proposta da vereadora Marly preocupa. O fato da inclusão na pauta de projetos deste teor demonstram o esvaziamento das sessões, marcadas geralmente por projetos autorizativos, indicações, vagos requerimentos e os despachos do executivo.
Como tenho insistido, a renovação pode surgir na Câmara Municipal de Maringá, todavia ela tende a acontecer com figuras inclusas em grupos políticos já consolidados, com práticas oriundas do interior destes grupos e que inibem a renovação naquilo que a expressão significa. Caso contrário, terei que continuar aqui, cumprindo meu papel de elogiar o que deve ser elogiado e, infelizmente, criticar aquilo que merece.
Obs: diante do texto, nem houve a possibilidade de comentar o “mérito” do projeto.
