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Arquivo do mês: dezembro 2011

Vossa excelência, o vereador

Foto: Jorge Mariano

Pesquisei durante dois anos praticamente a Câmara Municipal de Maringá. Contrariando a expectativa dos que viram o trabalho objeto do Mestrado em Ciências Sociais na UEM, não analisei o “mérito” da atividade legislativa, tampouco a relevância dos projetos ou se eles eram de fato “relevantes socialmente”. Não fiz isso dado ao interesse de pesquisa, voltado para um estudo chamado atualmente de biografias coletivas ou prosopografia. Mas, há um caso entre os vereadores pesquisados que merece destaque: Humberto Henrique (PT).

Vereador já em seu segundo mandato, Humberto destaca-se não apenas pela contundente posição de oposição. Dizer que ele brilha na mídia por conta disto é não conhecer a fundo os projetos do vereador – e, ainda que estes não possuam relevância, apenas a postura nas polêmicas decisões que permearam a Câmara Municipal neste ano já vale a ênfase dada ao seu trabalho.

Humberto faz sim uma oposição séria, argumentando o porquê não votar em determinados projetos e porque é favorável à manutenção dos 15 vereadores, por exemplo. Também destoa dos demais parlamentares, apresentando requerimentos com pareceres solidificados ao executivo, indagando como as verbas públicas de Maringá estão sendo empregadas. E mais: Humberto Henrique não faz projetos apenas para constar nas estatísticas da SER no final do ano: pesquisa, estuda e justifica a necessidade dos projetos.

Por este posicionamento, Humberto se tornou disparadamente o melhor parlamentar da Câmara Municipal de Maringá por “três simples motivos”: 1) fiscaliza o executivo, condizendo com a atividade legislativa e, de fato, monitorando o trabalho do prefeito; 2) legisla, criando leis para o benefício da população – e não fazendo propaganda com leis que a mídia enfatiza; 3) mantém a postura, não mudando aquilo que talvez seja a maior qualidade dele perante aos seus eleitores: a seriedade.

Escrevi este texto por mérito próprio e exclusivo do parlamentar, pois criticar os vereadores é quase uma atividade inerente à imprensa, à população e aos formadores de opinião em geral. Destaco, assim, aquilo que merece destaque, já que Humberto Henrique tem agradado, uma surpresa que se tornou realidade no cenário político local, reunindo (de longe) as características necessárias para ser chamado de “vossa excelência”.

 
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Publicado por em dezembro 23, 2011 em Política

 

Sim, há vida pós-UEM! UFPR!

Fiquei um tempão sem escrever neste blog, uma espécie de “diário pessoal” e reflexões da política, sociologia, enfim, do dia-a-dia das pessoas. Resolvi voltar – ainda que timidamente, a postar coisas que penso, outras que ainda não pensei e um dia ainda irei pensar. Cheguei à conclusão de que possuo uma vida sim pós-UEM, conforme anunciado, temido ou preocupado no último post feito exclusivamente para este espaço.

Temia do que ser um Mestre sem trabalho, um cão sem dono sozinho perdido no mundo. Comecei a lecionar e daí novos desafios foram surgindo: alunos, provas, livros de chamada, eventos…tanta coisa que eu sempre pensava: realizei um projeto de vida, ou seja, voltar pra escola na condição de professor. Mas, apenas lecionar? E a pesquisa, fonte de crescimento pessoal e acadêmico – e porque não científico?

Com essa questão surgiram os eventos. Desdobramentos dos dois anos de Mestrado – muito bem aproveitados, diga-se de passagem, na gloriosa UEM, que vem cravando marcas de aproveitamento nunca antes alcançadas por ela. E pensar que surgiu improvisada, na década de 1970, distante de tudo e hoje perto da excelência acadêmica. Dos eventos, vieram os concursos, as provas, o currículo ampliado e as discussões efervescendo.

Daí a dúvida: tentar ou não o Doutorado? “Sim, nóis pudemu”, mais caipira do interior do que um presidente estadunidense. E não é que deu certo? Um projeto pessoal para ser realizado e a certeza de quem muito trabalho virá por estes 4 anos, de 2012 a 2015. Muita pesquisa e amadurecimento teórico-profissional, novos ganhos virão e as expectativas são ótimas. Uma nova instituição está por vir: a Universidade Federal do Paraná, a UFPR, de estadual a federal, vou trilhando os caminhos no ensino superior.

De tantas siglas e instituições sociais (durkheminiano) que marcam nossas vidas, a UEM e a UFPR certamente são as que mais marcaram até então. Outras poderão surgir, cada qual na sua época, cada qual com seu gostinho especial. Mas nenhuma sigla marcará tanto quanto aquela que carrego há muito tempo, que nem sei precisar o quanto: CP, a Ciência Política, uma paixão e missão que ficará para a vida inteira…

 
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Publicado por em dezembro 14, 2011 em Artigos Acadêmicos, Comportamento

 
 
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