Uma breve reflexão sobre meu tempo de UEM, quebrando a lógica do blog…
Jamais passou pela minha cabeça fazer tal pergunta. Após seis anos intensos de Universidade Estadual de Maringá, minha estadia ali naquele pedação de chão de Maringá chegou ao fim. Passamos em revista, então, numa pequena retrospectiva como, quando, onde e porque ingressei na UEM.
Lembro-me como se fosse hoje, no calor de Presidente Prudente, em pleno Março de 2005. Em fevereiro, que tem carnaval, vejo a notícia na sexta pela manhã: aprovado em 12° lugar em Ciências Sociais. Honroso, aos 45 do segundo tempo, fui aceito para ingressar no ensino superior. Vida nova, ano novo, cidade nova e meu ciclo após rasgar os sertões sorocabanos, de tão brava gente, na “capital da alta sorocabana” se encerrava.
Mudei pra Maringá um dia após os 3 a 0 do Cianorte no Corinthians da MSI. Na “Cidade Canção” só se ouvia isso. Falando nela, nutria uma paixão intensa por Maringá. Gosto daqui, me identifiquei desde a primeira vez que a vi, com suas formosas avenidas, teu espaço urbano outrora bem planejado. Sou do tempo de andar de trenzinho no Parque do Ingá e de subir as escadarias no mirante da Catedral – que nem isso existe mais…
O curso começou. Dúvidas, incertezas e leitura, muita leitura marcaram os 4 anos. Em 2006, optei pela licenciatura. Queria ser professor – e também pesquisador. Em 2007 fiz uma iniciação científica sobre a Câmara Municipal de Maringá, o que abriu definitivamente as portas para um curso de Mestrado que estava prestes a abrir. Na saideira da graduação, convivi com as eleições e aquela eterna dúvida de fim de curso: há vida após a universidade? Sim. Fui aprovado para o Mestrado.
Minha vida continuou na UEM, com novos desafios para vencer. Um caminho solitário, o qual você é senhor do seu próprio destino. Encerrado o Mestrado em 20 de abril deste ano, ainda custo a me acostumar com a ideia de que a Universidade Estadual de Maringá já não faz parte mais da minha vida, pois meus vínculos institucionais foram cerrados. O dia-a-dia pós-UEM é corrido, com muito trabalho para fazer e com as aulas na faculdade – ufa, meu plano de ser professor obteve êxito.
Hei de voltar um dia, quiçá, nem que seja para fazer qualquer curso de verão. Adoro passear pelas vielas cobertas por árvores, da correria rotineira dos estudantes, das cantinas, das quadras, da biblioteca, dos cachorros e até mesmo do famigerado RU, local de tantas discussões. A UEM mudou e continuará mudando. Eu mudei e continuarei mudando. Mas a vontade de mudar junto com a UEM permanecerá acesa…

claudio miguel de souza
junho 21, 2011 at 4:35 am
Tiago, aqui Claudinho (Paranavai), parabens pelo seu blog. Voce é meu orgulho. Um grande abraço rotariano para voce,