Ingá, Parque do Ingá
Criado em 1943 e declarado como um “parque público” em 1975, o Parque do Ingá é a menina dos olhos de Maringá, uma das cidades mais arborizadas do país. Espaço para passeio aos finais de semana de famílias, crianças, jovens, adultos e idosos, o parque é atração turística para diversas cidades da região, bem como para alunos do ensino fundamental, por exemplo, que visitam o mesmo atrás de suas belezas.
Dotado de um trenzinho, o qual o visitante paga uma taxa para passear ao redor do Ingá com um guia, além desta atração – uma das últimas que resistem, o parque ainda contava com vários animais soltos e em cativeiro (leões, macacos, jacarés entre outros), além de um pedalinho e lanchonete. No entanto, o Parque do Ingá vem sofrendo com intensa degradação de seu espaço, não só pela falta de preservação de suas espécies, mas também pela administração municipal, que o fadou ao abandono.
Dias atrás, descansando após o almoço e pensando nas coisas da vida, resolvi passear pelo parque e admirar um pouco sua beleza. Deparei-me apenas com poucas pessoas caminhando e alguns jovens na beira do “lago”, fumando um baseado e “viajando” bem mais do que eu. Os animais sumiram; o trenzinho parou; o lago está secando e o Jardim Imperial Japonês, criado em homenagem ao Imperador Akihito e sua esposa Michico, que em 1978 visitaram Maringá, está abandonado. A lanchonete parou há quatro anos, desde que conheci o parque e o pedalinho só conheço de relatos dos moradores da cidade.
Diante deste cenário de descaso e abandono, há a necessidade de o poder público tomar providências quanto ao uso da nossa “jóia” maringaense. Criar um regime de concessão da lanchonete, do pedalinho e do trenzinho parece ser uma boa idéia, restando à Prefeitura o zelo pelo parque e a isenção de taxas para entrada no mesmo. Creio que, reduzindo esses serviços, a prefeitura poderá muito bem manter as árvores, o lago, o Jardim Imperial, o Zoológico e as outras atrações do Ingá, com uma equipe de trabalho bem equipada e seguranças por todo o local, evitando a degradação do parque e dos “fumadores” que tanto segregam a presença da família maringaense naquele singelo local.

