A “orgia” na Zona 07 em Maringá

Segundo dicionários e enciclopédias mais conceituadas, podemos definir a palavra orgia como a “prática sexual com várias pessoas”. O que ocorre atualmente nas imediações do Jardim Universitário e na Zona 07, em Maringá, assemelha-se a uma orgia. É a prática pura e irrestrita da “festa do apê”, de latino ao sertanejo típico brasileiro, uma festa com hora marcada pra começar e sem limites pra acontecer e terminar.
Desde que mudei para o Jardim Universitário, sofro com o som alto e algazarras dos mais diversos tipos em torno de meu apartamento. No princípio, até achei algo altamente normal, assumindo o discurso dos diretores (ex-diretores também) do DCE que residimos em um bairro universitário e as festas, realizadas para “descontrair”, são normais. Entretanto, a situação piorou e aquele tão sonhado descanso “após as 10 da noite” não acontece mais.
Mesmo durante os dias da semana, os quais normalmente as pessoas trabalham e tomam conta dos seus afazeres, a Zona 07 (englobado o Jardim Universitário) pulsa e vibra nas noites. Carros cantam pneus, “estudantes” se amontoam nas vias públicas e gritos/som alto vão até o dia amanhecer.
Em época de vestibular, meu direito constitucional de ir e vir é violado: pra entrar ou sair de casa, demoro cerca de meia hora. Um absurdo. Sem falar na poluição evidente nas vias públicas, bem como a já citada e objeto principal dessa discussão, a poluição sonora, tomando proporções além do imaginável e aceitável.
Este é um caso que deve ser resolvido rapidamente. Delimitar os horários de funcionamento dos bares creio que não seja uma boa idéia, já que a liberdade de venda do comerciante seria violada. De fato, essa tarefa de conter os ímpetos desses pseudo-estudantes cabe à polícia e autoridades locais, no intuito de resolver uma reclamação estendida há anos pelos munícipes dessa região, afetada por forasteiros sem limites para festar.
Somente com rigidez nos atos e conscientização dos jovens é que o sossego possa voltar e o direito de todos seja respeitado, organizando essa vida intensa universitária e dizimando de uma vez a orgia onipresente nos arredores do bairro universitário maringaense.
Foto: Ivan Amorim, “O Diário do Norte do Paraná” 16/03/2008

