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Archive for Outubro, 2007

Múltiplas identidades, duas feiras

Outubro 25, 2007 Tiago Valenciano 1 comentário

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Ultimamente, escrevo muito sobre Maringá, uma das minhas grandes paixões. Comportamento da sociedade maringaense, ufanismo exaltando as qualidades da cidade, política local, enfim, vários assuntos que exploram o cotidiano dos habitantes da Cidade Verde. Todavia, algo realmente fascinante é a “Feira do Produtor”, sediada no estacionamento do Estádio Willie Davids, sempre nas tardes/noites de quarta e pelas manhãs de sábado.

Quem visita a feira observa várias pessoas transitando. Algumas com sacolas cheias de frutas, verduras, legumes; outras, vão apenas pra passear e curtir o visual; há também aquelas que vão para saborear o tradicional “pastel de feira” que, definitivamente, não tem o mesmo gosto de um pastel de pastelaria ou aquele feito pela vovó. Unindo diversos interesses na visita à feira, o assíduo freqüentador pouco/não pensa nas múltiplas identidades presentes em um só local.

Nas quartas, o público da feira é composto por estudantes, que acabaram de sair das aulas ou estão se dirigindo às mesmas. Há também grupos organizados que vão à feira apenas para saborear o pastel. A esquina da feira é um caso a parte: grupos punk, hip-hop, emo, cowboys, urbanos, enfim, uma junção de diversos estilos em torno do kula chamado barraca de pastel, apropriando um conceito do sistema de trocas dos melanésios, amplamente abordado por Marcel Mauss.

No sábado, uma colônia oriental imensa freqüenta a feira. Vários descendentes vão cedinho, bem no começo da mesma, talvez para aproveitarem os produtos fresquinhos. Afinal, nem só de jovens é composta a feira: ela possui seu público tradicional, caracterizado este pela dona de casa, a vovó e até mesmo pais de família ainda adeptos deste tipo de comércio. Não podemos nos esquecer dos “baladeiros’, que não perdem a oportunidade de visitá-la por volta das 5 da matina nos sábados.

A “Feira do Produtor” é traço característico de Maringá. Eu já não consigo pensar a cidade sem ela. Para mim, é mais que automático passear por ela nos dias que funciona. E, mesmo que queiram visitar outras feiras da cidade, duvido que encontrem várias identidades em duas feiras separadas por um intervalo de tempo de alguns dias, mantendo no espaço público um charme a mais para a já sedutora Cidade Canção.

Maluquices da era digital

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Puxa vida! Já pensava em colocar alguma coisa nesse blog sobre a difusão do chamado “mundo digital” aqui no território tupiniquim. Quiçá, um dia, Cabral imaginaria tamanha “inclusão digital”, hit do momento nas paradas do sucesso de economistas, políticos, jornalistas e porque não os sociólogos. Mas, de fato o fato é fato: os brasileiros mais uma vez figuram entre as cabeças das estatísticas. Quarto país do mundo no acesso à internet e milhões de computadores vendidos, cada vez custando mais barato.

Antigamente, na era da pedra lascada, lascávamos tinta de caneta pra todo lado: cartas, ofícios, envelopes, bilhetes, enfim, toda comunicação escrita envolvia tinta. Hoje, a coitada da tinta foi dizimada, com o uso quase que indispensável das impressoras e copiadoras. Só de escrever isso as pontas dos meus dedos clamam por descanso!

Afinal, descanso é uma palavra distante dos olhos e das mãos. Celulares – pessoas que possuem dois (como eu) estão completamente dependentes da comunicação. Por celular, a comunicação rápida, falada ou teclada nos torpedos. Não bate aquele desespero quando você esquece o celular depois de sair de casa? Antes, marcávamos encontros com local e horário prévios. Hoje, se diz: “ah, quando estiver chegando, te ligo pra falar o lugar”. Que saudade!

Nos computadores, e-mail, sites, blogs, MSN, orkut, enfim, um vasto campo onde tudo pode ser dito e tudo pode ser compartilhado. Atire a primeira pedra quem nunca baixou foto, música ou vídeo da internet. Atire a segunda você que nunca mandou alguma coisa legal pro seu amigo, irmão, pai, ou sei lá. Pior: gente que ao acordar ou ao chegar em casa já sai ligando o danado pra conferir alguma coisa. É a dependência assumida.

Essas colocações só salientam o crescente número de aparelhos digitais difundidos pelo país. Citei, no primeiro parágrafo, os computadores. Deles, posso elencar uma gigante lista, como celulares, mp3, mp4, ipod, câmeras digitais e tudo mais. Agora, será que tal dependência digital-comunicativa é válida? Como ficam as reações sociais? E a comunicação/encontros com os amigos para trocar uma idéia? Olhe a sua volta e analise suas atitudes. A resposta você mesmo pode dar…

CategoriasComportamento

Casa cheia na apresentação do DEM Maringá

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No dia 21 de Setembro de 2007, deu-se início à caminhada dos Democratas na cidade de Maringá: foi apresentado oficialmente a executiva municipal e seus membros, no Hotel Deville, nesta cidade. Cerca de 300 pessoas participaram do evento, entre eles importantes nomes da política local, como os Vereadores Marly Martin e Dorival Dias. Wilson Quinteiro, presidente do PSB, Carlos Roberto Pupin, Vice-Prefeito (PDT) e Willy Taguchi, presidente estadual do PMN também estiveram presentes.

Na oportunidade, o jovem Presidente do Democratas Maringá, Rodrigo Sória, enfatizou a importância da organização do partido em Maringá, visando o pleito de 2008. “Estamos organizando o partido na cidade: contamos com nossa sede própria, local para informação dos filiados e acontecimento de nossas reuniões. É um passo valioso para a caminhada de nós Democratas”, enfatizou Sória.

O Presidente Estadual do Democratas, Deputado Durval Amaral, Marcelo Puppi e Gilberto Carvalho, membros da executiva do Partido, a Ex-Vice Governadora Emília Belinatti e o Presidente Estadual da Juventude Democratas, Pedro Lupion,comporam a comitiva Estadual do Partido que veio à Cidade Canção para este acontecimento político.

Para Tiago Valenciano, futuro Presidente da Juventude Democratas, o “lançamento do partido foi algo marcante, sendo este o início da caminhada rumo a uma Maringá com melhor qualidade de vida e, principalmente, responsabilidade social”.

Foto: Jorge Mariano

CategoriasPolítica