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Archive for Agosto, 2007

Tiago Valenciano continua no DEMOCRATAS

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Após um tempo de nebulosidade sobre a definição de troca ou não de partido político, Tiago Valenciano, acadêmico do terceiro ano do curso de ciências sociais na UEM, continua mesmo filiado aos Democratas.

Valenciano até pensou em se filiar em outro partido político, com duas opções para participação, principalmente na área jovem. Todavia, comprometido com a atual fase de mudanças dos Democratas – incluso o diretório municipal de Maringá, Tiago resolveu ficar entre os democratas.

Assim, após conversa com o Presidente Municipal dos Democratas, Rodrigo Sória, Tiago Valenciano deve assumir muito em breve o comando da Juventude Democrata, podendo assim colocar em prática um plano de trabalho na área jovem, este engavetado desde 2006.

CategoriasPolítica

O grande expediente do Movimento Estudantil

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Fruto de muita luta em prol da classe, o movimento estudantil está enraizado na cultura política brasileira desde a época da ditadura militar, o qual era mais ativo e tinha expressão, de fato, seja por intermédio da UNE (União Nacional dos Estudantes), lideranças isoladas ou outros movimentos afins. Mas, atualmente, este chamado “movimento” sofre uma grandiosa desvirtuação, a qual tentarei expor a seguir.

Na UEM (Universidade Estadual de Maringá), várias correntes participam do chamado “movimento dos estudantes”. O atual DCE (Diretório Central dos Estudantes) é comandado por uma comissão provisória, após a não convocação de eleições pela antiga gestão. Como outros núcleos estudantis da UEM, esta gestão, mesmo que provisória, surge como se fosse a salvação dos estudantes, fracos, indefesos e sem representação.

O que desejo questionar não é o papel destes órgãos estudantis e do chamado movimento. Quero sim questionar o que realmente estes movimentos têm realizado para os estudantes, já que se auto-denominam “os defensores dos estudantes”. Na atual edição do Jornal do DCE, bem como em outras, há o destaque para matérias como: luta contra Lula e FMI; Fora as tropas brasileiras do Haiti; Questão da ocupação da reitoria da USP;e Reestatização da Vale do Rio Doce.

Será que realmente o DCE é isso? um orgão destinado às questões nacionais e internacionais, abandonando pautas acadêmicas de suma importância, como projetos desenvolvidos pelos estudantes, utilização da estrutura da UEM, como biblioteca e laboratórios, enfim, algo que realmente informe aos estudantes o que os estudantes possuem. E mais: não somente na atual edição do jornal do DCE, mas toda a disputa política pelo poder e comando do mesmo é pautada em torno de políticas nacionais e internacionais, sendo abandonada sumariamente os anseios dos acadêmicos.

Assim, o DCE da UEM, bem como Centro Acadêmicos e até a própria UNE tomaram um caminho sem volta. São trampolins para carreiras políticas e sustentação de outras políticas, às vezes até mesmo com desvio e não aproveitamento de verbas, sem de fato cumprir com a devida função ao qual foi atribuída, entre outras, trabalhar pelos estudantes.

CategoriasPolítica, Sociedade

Teoria e Prática de Sociologia no Ensino Médio

 

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             Durante a leitura do artigo intitulado “Semanas de Sociologia com Alunos do Ensino Médio da Rede Pública: da reflexão à prática”, de Ângela Maria de Sousa Lima e Jaqueline Ferreira, há a preocupação em debater o ensino da sociologia no ensino médio, com a experiência da realização das “Semanas de Sociologia”, em escolas da rede pública do NRE-Londrina.

            Diante desta experiência, a primeira questão polemizada é que a realidade do ambiente escolar e do convívio social se interpenetram na educação, na tentativa de transpor tal lacuna existente. Nisto, uma concepção humanista de educação é colocada, com o homem em um fim a ser atingido.  Logo, esta conexão entre o que é ensinado na escola e o “ser social” deve ser estabelecida. Para Gramsci, a escola é o instrumento a ser utilizado para que esta idéia torne realidade. “A cultura propicia exercício do pensamento, aquisição de idéias gerais, hábito de conectar causa e efeito”, contrapondo aqui a idéia de organizar a cultura como um saber, não como um saber enciclopédico.

            As semanas de sociologia começaram em 2001 no Colégio Nilo Peçanha, se estendendo até os dias de hoje. A partir do segundo ano, ou seja, em 2002, a filosofia também foi incluída no programa da semana. Várias temáticas foram abordadas ao longo dos anos, sempre com o interesse voltado para discussões que estavam presentes no debate das ciências sociais, tais como juventude, participação, sexualidade, religião, dentre outras.

            A partir de 2005, mini-cursos foram instituídos na semana que, cada vez mais, ganhava corpo e proporção. Também foram eventos artísticos integrantes de tal evento o teatro, a dança, fotografias, esporte, música, etc. Além disso, vale ressaltar a presença de vários projetos de extensão da UEL e a parceria com a UNIFIL.

            Em um segundo momento, após esta análise da educação, da inclusão da sociologia no ensino médio e do relato das diferentes semanas de sociologia já realizadas, os depoimentos dos alunos e professores que participaram das mesmas foram incluídos.

Dentre eles, alguns despertaram atenção. O aluno ZI diz que “a maior contribuição está em proporcionar visões diferentes do mesmo tema”. Esta é, fatalmente, a grande contribuição da sociologia no ensino médio: proporcionar “visão de mundo”, “abrir a cabeça”.  Em outras discussões já realizadas durante o curso, esta idéia “libertadora” da sociologia é fato constante, não só por parte dos futuros sociólogos, bem como dos alunos que cursam a disciplina no ensino médio.

Cabe ainda destacar o depoimento de uma mãe: “a importância do evento está sobretudo na relevância do relacionamento que os alunos e a escola tem com a universidade”. As palavras desta mãe refletem outra importante contribuição da semana de sociologia: integrar alunos e escola. Às vezes, os alunos de ciências sociais na universidade não enxergam a “praticidade” do curso, taxado como “viajado e que fica apenas na teoria”, pelo senso comum. Há, todavia, a necessidade de concordarmos que a sociologia não proporciona um saber específico durante a graduação, podendo este saber ser utilizado em empresas, varas de justiça, laboratórios, como em outros cursos. Porém, após o término da graduação, os caminhos para atuação nas ciências sociais são múltiplos.

Para mais desta contribuição visível do evento, as autoras apresentam mais quatro resultados/acontecimentos consideráveis das semanas de sociologia: as parcerias, a compreensão da colaboração da sociologia no formar professores, o envolvimento de todos as pessoas da escola (professores, alunos, coordenação pedagógica), faz com que o evento se torne mais completo e a necessidade de alguns professores readequarem a didática utilizada para com os alunos do ensino médio.

Acima destas já citadas contribuições, as semanas de sociologia só ratificam que bem articulada, a sociologia pode contribuir muito mais do que já contribui durante as aulas no ensino médio, com experiências significativas como esta, apresentando excelentes resultados para os envolvidos.

A bancada evangélica na constituinte e a participação política dos evangélicos

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“Crente não se mete em política”. Esta foi a frase que mais me chamou atenção durante a leitura do artigo “Representantes de Deus em Brasília: a bancada evangélica na constituinte”, de Antônio Flávio Pierucci. Ora, então porque houve tão explosão da participação dos chamados “evangélicos” na política, desde a elaboração da carta magna até os dias atuais?

Caracterizada como alternativa e expressão política, tal bancada era composta por 34 parlamentares, oriundos dos mais diversos estados da federação. A estratégia utilizada era a mobilização popular, por intermédio dos fiéis das respectivas igrejas e demonstração política impactante na mídia, com aparições nos meios de comunicação. Na tentativa de consolidação, cogitou-se até chamá-los de membros de uma “nova direita”, diferente das já enraizadas bases da outrora “velha direita”.

Para que toda esta aparição resultasse em efeito positivo, a própria nomenclatura foi substituída: de protestantes passaram a ser conhecidos como evangélicos, no boom religioso de tais igrejas na década de 90 do século passado.

Um outro aspecto salutar são os temas de discussão, de cunho moralista e tradicional. Os bons costumes estavam na pauta da ordem do dia. Neste contexto, foram contra o aborto, os jogos, as drogas, o feminismo e contra o casamento de pessoas do mesmo sexo.

Desde esse debate na constituinte, verifca-se a permanência dos evangélicos na política. Imprimiram uma marca, participaram de partidos – a maioria deles considerados de “direita”, como o antigo PL, PFL (Atual Democratas) e agora com a fundação de um partido característico evangélico: o PRB, fruto de uma mobilização dentro da Igreja Universal do Reino de Deus.

Com maquinário político organizado, dotados de jornais, televisões, rádios, fiéis que acreditam na idéia, a cada ano esta onda evangélica cresce, com vereadores, deputados e senadores eleitos. Resta-nos saber se realmente “crente não se mete em política” e se os chamados “fiéis” seguem à risca os padrões morais e conservadores instaurados por tal crença.

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