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Archive for Junho, 2007

Sobre a abertura do comércio aos domingos…

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Nestas últimas semanas, a discussão acerca da abertura do comércio aos domingos foi reascendida em Maringá, especialmente por intermédio de duas redes de supermercados. Entre pareceres favoráveis e contrários, discussões entre comerciantes e trabalhadores, igreja e Estado, creio que a conclusão e solução deste “problema” está mais tangível do que distante.

Mais uma vez, o que está em jogo é a liberdade. Já trabalhei tal tema em um artigo intitulado “Essa tal liberdade…”, abordando o tema eleições 2006. Esta liberdade colocou frente a frente dois oponentes: igreja e a classe dos comerciantes.

Condenada pela igreja, a abertura do comércio aos domingos é algo fora das previsibilidades. Segundo tal egmento, “domingo é dia para descançar e louvar ao senhor”. Esta visão antiga condiciona a organização dos horários comerciais, principalmente em cidades onde estão arraigados os princípios religiosos e tradicionais.

Acredito que com tal abertura comercial, os habitantes de uma metrópole em formação como Maringá ganham, já que novos trabalhadores poderão ser contratados, caindo por terra o mito do trabalo forçado aos finais de semana. Sem dúvida, a lucratividade e o giro do capital crescerão (talvez em pequena margem). Outro ponto fundamental no busílis desta questão é a possibilidade das pessoas com um estilo de vida frenético – fato esse até mesmo produto do modo de vida capitalista, poderem fazer compras aos domingos, quiçá, o dia mais tranquilo em uma semana repleta de afazeres.

E, por fim, a liberdade. Novamente ela surge. Nesses oponentes, só tenho a certeza de que ela existe: ou suprimida por coerção social; ou repreendida por fatores econômicos, fato último não mais importante que o primeiro, de garantir liberdade a tudo e a todos.

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TMRD Joinville

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Joinville – SC – Nos dias 06,07 e 08 de Abril, o Representante Distrital de Interact (RDI) e Presidente do DIIC, Tiago Valenciano, acompanhado do RDI 2007-08, Renato Alves Pereira, participou do TMRD – Treinamento Multidistrital para Representante Distritais.

 Na oportunidade, foram ministrados treinamentos de capacitação para o ano rotário subseqüente. Durante a abertura do evento, o presidente da Omir Brasil, Felipe Buarque, abordou sobre a importância desse evento para os dois programas da família rotária. Ainda assim, o Presidente do DIIC e RDI Tiago Valenciano enfatizou a presença de interactianos no evento e disse algumas palavras sobre o Interact, como um todo.

 Sexta e sábado foram os dois dias de treinamentos, com o encerramento domingo. Alguns treinamentos de enfoque ao Interact foram realizados em separado, como o ANP (Arquivo Nacional de Projetos), o site do DIIC – como utiliza-lo (www.diic.org) dentre outros.

 No encerramento, algumas homenagens foram prestadas aos companheiros de Rotaract de Joinville, pelo companheiro Guilherme Hassenfert. Vale ressaltar ainda a presença da RDR Adriana Biato e da RDR 2005-06, Simoni Pimenta.

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Maringá 60 anos

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Quem diria hein! De alguns lampejos de mata nativa no Noroeste do Paraná, de uma canção famosa na época, surgia assim Maringá. De uma simples parada de ônibus ao atual estágio de desenvolvimento. Pujante, arrojada e clássica: apenas Maringá faz uma mistura de características que compõem o charme da Cidade Canção.

Conheci Maringá não me lembro quando. Redescobri Maringá em 2004. De lá pra cá, surge a necessidade intensa e um gostinho de quero mais pra morar aqui. Bela com o Parque do Ingá, refúgio dos carros e das indústrias que afogam a paz taciturna da metrópole. Parque do Ingá, lugar da paz, da natureza, da alegria e da tristeza.

Maringá da Catedral Metropolitana, espaço de meditação, reflexão e calmaria para a vida. Às vezes, ótima para observar os horizontes de crescimento do município que cresceu em cima de um chão vermelho. Terra fértil, da soja, do café, da cana quem sabe. Maringá do Willie Davids, perto de casa e que pulsa nos jogos que eu assisto. Vibra, chora, balança, levanta no Galo Maringá!

Maringá que te quero verde, da mesquita mulçumana, dos bosques, das largas avenidas, do planejamento, do conservadorismo provinciano que às vezes me enoja, com o comércio fechado aos domingos e com tudo fechando cedinho. Mas é essa calmaria e esse agito que me faz bem. De dia Cidade Verde; A noite, Cidade Canção.

Maringá universitária, da UEM, do Cesumar e de várias instituições de ensino. Do Aspen e do Avenida; dos barzinhos; da Avenida Brasil; da Cerro Azul e da Colombo; linda flor, a mais gentil do meu coração, és orgulho do Brasil, minha amada e adorada Maringá! Parabéns pelos 60 anos!

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O Parlamentarismo

Ontem, 18 de Abril de 2007, o ex-Presidente da República, Fernando Collor de Mello, voltou a figurar nas notícias da política no Senado Federal: por intermédio do PEC 31/2007, Collor deseja instituir constitucionalmente o parlamentarismo no Brasil. Sustentando o executivo sobre o parlamento, o parlamentarismo prevê a eleição do chefe executivo a partir dos parlamentares eleitos, substituindo assim a figura do presidente.

Sob o argumento que este é o “momento ideal” para discussão de tal proposta na política brasileira, Collor lançou a PEC com uma vasta justificativa. Nos plebiscitos realizados no país, o último, datado de 1992, revelou o número triplo de adeptos do sistema, bem como o aumento no número de indecisos. Ainda argumentando, o senador disse que o parlamentarismo de 1961 foi apenas um hiato na história política brasileira, instrumento apenas para sedimentar o golpe que estava por vir.

No sistema político brasileiro, por 117 anos a república comandou. Logo, o parlamentarismo sequer foi experimentado. – Mesmo tratando-se apenas de uma tendência, parece-me que não será fora de propósito concluir que, através de uma campanha sistemática e persistente de esclarecimento da opinião pública, essa tendência se acentuará. Por isso, tenho certeza que, na medida em que diferentes partidos se somarem à opção parlamentarista, o apoio político a essa causa aumentará significativamente – afirmou Fernando Collor.

Na proposta apresentada por Collor, segue-se um modelo mais próximo ao adotado na Alemanha, que confere mais estabilidade ao gabinete parlamentar. Entre outras atribuições, de acordo com o projeto, ao presidente da República cabe nomear o presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro), vetar projetos de lei aprovados pelo Congresso, manter relações com países estrangeiros, exercer o comando das Forças Armadas e decretar a dissolução da Câmara dos Deputados. Além disso, cada estado poderá escolher se será parlamentarista ou não.

Particularmente, concordo com a proposta apresentada por Collor. Mesmo com a tradição de personificação de líderes existente no Brasil, sou adepto ao parlamentarismo, pois sedimenta mais a figura do debate em plenário e fortifica as eleições para deputados, representantes estes do povo quase sempre deixados em segundo plano na política. Após esta instituição, debates como fidelidade partidária dentro de uma própria reforma política a partir da instauração do parlamentarismo poderão amplamente serem abordadas. Assim, espera-se a mudança, não só do sistema de governo, mas como da classe política dominante do Brasil.

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O Estado Liberal

“O Estado é uma casa sem dono.Os inquilinos passam, mas a criadagem permanece. Na maioria dos casos é indemissível”

João Mellão, Deputado Estadual (DEM-SP)

O estado é motivo de muitas crises e conflitos no campo da política. Pensar num estado, entendido como regulador das políticas para a sociedade, é pensar num estado não estático, de estado no sentido de “estar”, mas sim dinâmico. A partir disso, desconsidero totalmente o modelo de estado gestor e mantenedor, para um estado gerenciador e estimulador.

Um estado não pode ser como essa “casa sem dono, onde os inquilinos passam e a criadagem permanece”. A concepção brasileira de estado continua sendo assim, infelizmente: muitos dizem “administrar” o estado, mas poucos conseguem dar dinâmica e gerência ao mesmo, instrumento estimulador de ações dos indivíduos e de grupos da sociedade civil organizada.

Este estado que penso não é com “E” maiúsculo. Ele não é dono da minha vida nem da vida dos cidadãos componentes do mesmo. Ele não é forte, centralizado e mentor de políticas que o fortaleçam cada vez mais. Este estado não ocupa os meios de comunicação e nem censura o que é bom para ser censurado.

Um estado deve ser dinâmico, arrojado e estimulador da sociedade. Deve gerir políticas públicas para o social e não controlar todas. Deve mais do que isso: ser o suficiente para que cumpra este papel exposto acima. Um estado deve transparecer e não esconder fatos. Esse é o estado moderno. O estado não deve ser o gerador de burocracia. Acima de tudo, é um facilitador, apenas um intermédio entre o social e entre a causa/efeito almejado pelo social do mesmo.

O estado é ação e não repressão. Não é utopia pensar no mesmo. Quem sabe então assim, neste modelo proposto, deixe de ser a casa dos sem-donoe se transforme na casa dos benfeitores e articuladores de políticas públicas benéficas ao todo social.

CategoriasPolítica

O vocábulo de pai Marx

marx.jpgHesitei, por um bom tempo, em escrever alguma coisa sobre “o velho barbudo” do Marx. É inegável a contribuição do mesmo para pesquisas científicas no campo das ciências sociais, economia, história e inúmeras áreas. Porém, o número demasiado de marxistas em meu curso e o viés da argumentação deles (sempre marxista), me deixou irritado. Aí, surgiu esse comentário/artigo.

Os marxistas sempre aparecem com o mesmo discurso manjado. Palavras-chave existem na fala deles. Alguns exemplos: alienação, sistema, mercado de trabalho, burguesia, capitalismo, opressão,massa, elite e várias por aí. Elenquei estas que considero principais para discutirsmos esses conceitos, uns mais a fundo, outros por cima.

O capitalismo aliena, pois é um sistema que a burguesia comanda e a elite oprime as massas. Fácil dizer isso, não? O capitalismo sobreviveu, está aí até hoje. Disso naõ podemos negar. Se é o melhor/pior sistema, podemos discutir. As oportunidades no capitalismo estão presentes: quem se interessa, agarra-as. As massas não são oprimidas, pois há liberdade e pluralidade. Censura ou imprensa estatal, como no socialismo, não existe.

O mercado de trabalho torna o operário (puxa, esqueci dessa) refém do sistema. Isso é dito aos ventos pelos marxistas ou até mesmo pelos pseudo-marxistas, que usam nike, tem celular LG e possuem roupas de grife. Discutir o assalariado (mais uma) é jargão entre eles. Para esses amantes do socialismo, tudo gira em torno da relação patrão (outra!!!) – empregado. Nem tudo. E a liberdade de trocar de emprego ou profissão? e a vantagem de não ter uma vida controlada pelo governo, comandando tudo e gestor de todos os meios de produção (outro jargão) e que escolhe ao bel-prazer quem compõe as instituições? Não quero opor capitalismo ao socialismo. Existem falhas no capitalismo, gigantes. Quero apontar as vantagens de um liberalismo face ao socialismo. Ainda assim, isso fica pra outra discussão.

Como visto, em poucas palavras, esse vocabulário marxista é corrente, ainda mais nas ciências sociais. Crias dos professores, esses marxistas endeuzam o mesmo e saem professando “são Marx” por aí. Perca de tempo, ao meu ver. O velho Marx que me desculpe, mas não troco uma centena de livros pelo Capital.

CategoriasPolítica, Sociedade

A Querela Rigon vs. UMES

No começo do mês a União Maringaense dos estudantes Secundaristas (Umes) enviou ofício aos órgãos de comunicação informando de uma manifestação, programada para ontem. Chama a atenção no ofício assinado por José Luiz Araújo, presidente da entidade, o divórcio do texto com a língua portuguesa.
São coisas tipo “Estará saindo dois ônibus”, “estar conquistamdo a sede onde foi conquistada”, sem contar a pontuação, um arraso.
Os erros são tão crassos que desanima até transcrever. Alémd e fazer a gente acreditar que, se não existisse, a Umes não faria falta.

Postado no Blog do Rigon…

Eis os comentários:

Humberto Boaventura disse…

O colunista deveria ter a mesma atenção com os erros de portuquês do deputado Odilio Balbinotti, há de se considerar que muito são estudantes ainda do ensino fundamental. Em relação a segunda parte, o comentário revela uma arrogância que não faz parte da sua trajetória democrática e incentivadora da participação da sociedade civil.

Anônimo disse…

voçe tem mais defeito do que escrever. olha bem para seu rabo

Angelo Rigon disse…

Não acredito que seja o Humberto quem escreveu isto, defendendo ataques à língua portuguesa. Fui da diretoria da Umes e me sinto envergonhado com o ofício cuja cópia chegou às minhas mãos.
E se vc quiser agredir o Balbinotti, liga pro escritório dele, economize tempo: 3223-3865.

Opinião

Muito interessante esse “diálogo”. Sempre quis escrever algo sobre a derrocada do movimento estudantil brasileiro. Porém, o ocorrido transmite em suma minha opinião acerca da UMES, UBES, CONLUTE, UJS e afins:

Ao invés de estudar, ficam o dia todo discutindo coisas que partem de um lugar qualquer para chegar a ponto nenhum. Aí, dá nisso: política agressiva, de quinta e sem embasamento nenhum.

CategoriasComportamento