Sobre a abertura do comércio aos domingos…

Nestas últimas semanas, a discussão acerca da abertura do comércio aos domingos foi reascendida em Maringá, especialmente por intermédio de duas redes de supermercados. Entre pareceres favoráveis e contrários, discussões entre comerciantes e trabalhadores, igreja e Estado, creio que a conclusão e solução deste “problema” está mais tangível do que distante.
Mais uma vez, o que está em jogo é a liberdade. Já trabalhei tal tema em um artigo intitulado “Essa tal liberdade…”, abordando o tema eleições 2006. Esta liberdade colocou frente a frente dois oponentes: igreja e a classe dos comerciantes.
Condenada pela igreja, a abertura do comércio aos domingos é algo fora das previsibilidades. Segundo tal egmento, “domingo é dia para descançar e louvar ao senhor”. Esta visão antiga condiciona a organização dos horários comerciais, principalmente em cidades onde estão arraigados os princípios religiosos e tradicionais.
Acredito que com tal abertura comercial, os habitantes de uma metrópole em formação como Maringá ganham, já que novos trabalhadores poderão ser contratados, caindo por terra o mito do trabalo forçado aos finais de semana. Sem dúvida, a lucratividade e o giro do capital crescerão (talvez em pequena margem). Outro ponto fundamental no busílis desta questão é a possibilidade das pessoas com um estilo de vida frenético – fato esse até mesmo produto do modo de vida capitalista, poderem fazer compras aos domingos, quiçá, o dia mais tranquilo em uma semana repleta de afazeres.
E, por fim, a liberdade. Novamente ela surge. Nesses oponentes, só tenho a certeza de que ela existe: ou suprimida por coerção social; ou repreendida por fatores econômicos, fato último não mais importante que o primeiro, de garantir liberdade a tudo e a todos.



